Reflexão
No final dos tempos, quando o Filho do Homem vier em sua glória, Ele se assentará em seu trono e reunirá as nações. Ao seu lado estarão os anjos, e toda a humanidade será confrontada com a realidade do amor que Deus exige. É uma cena que mistura solenidade e esperança, pois a vinda de Cristo revela o seu governo justo e redentor.
Ao separar como um pastor divide ovelhas e cabritos, o Senhor não busca meras aparências, mas os gestos de compaixão que traduzem fé viva: alimentar, vestir, visitar e acolher. Essas obras não substituem a graça, mas são o seu fruto visível; nelas encontramos o critério pelo qual o Reino se manifesta entre os homens. O juízo, então, é também convite ao reconhecimento do outro como imagem de Deus.
Diante dessa palavra, somos chamados a viver com olhos sensíveis ao sofrimento e mãos prontas ao serviço. Cada ato de amor prepara-nos para a chegada do Rei e testemunha que esperamos sua vinda com fé coerente. Viver o evangelho é cuidar do irmão, pois é nele que Cristo continua a se identificar conosco.