Reflexão
O Salmo 137 situa-nos à beira dos rios da Babilônia, onde o povo exilado se lembra de Sião com lágrimas. Ali a memória coletiva surge como expressão legítima de dor e perda, um testemunho do amor por Jerusalém.
O salmista recusa-se a cantar as canções do Senhor em terra estranha, mostrando que a verdadeira adoração nasce da fidelidade e do coração que não esquece. O lamento é, assim, também uma forma de resistência e fidelidade.
Mesmo na amargura, o salmo guarda confiança na justiça e na restauração divinas; somos convidados a levar nossa saudade e indignação a Deus, confiando que Ele transforma lembrança e dor em esperança renovada.