Reflexão
O Salmo 137 nos coloca à beira dos rios da Babilônia, onde o povo judeu chorava ao lembrar de Sião. A cena é crua: canções engolidas pelo pranto e uma saudade que insiste em não se apagar mesmo longe da terra prometida.
Mesmo na amargura, o salmo desafia a memória da adoração; lembrar Sião é um ato de fidelidade que preserva a identidade do povo. Aqui aprendemos a importância de praticar a adoração mesmo no exílio, pois louvar a Deus sustenta o coração quando tudo ao redor desaba.
Embora o salmo expresse dor e clame por justiça, ele também nos conduz a uma esperança que não nega a realidade do sofrimento. Podemos recorrer ao consolo do Salmo 23 para lembrar que o Pastor nos acompanha nas valas do luto e nos guia de volta à confiança.